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O pacote ficou na varanda por uma hora antes de Jack se incomodar em recuperá -lo. Ele olhou a caixa com cautela, como se pudesse morder.

Foi uma compra bêbada, feita na noite da noite após seu quarto copo de uísque e uma tentativa fracassada de escrever o capítulo um de seu último livro. Ele nem se lembrava de pedir a coisa maldita, apenas acordando na manhã seguinte para uma confirmação por e -mail.

“Máxida de débil antiga, por volta de 1932. Garantido para inspirar a criatividade.”

A garantia parecia uma provocação. Mas homens desesperados fazem coisas desesperadas, e Jack Price não era nada, se não desesperado.

A caixa era mais pesada do que ele esperava. No interior, aninhado em uma cama de jornal desfiado, estava a máquina de escrever: metal lacado preto, elegante e de alguma forma ameaçador. As chaves brilhavam como minúsculas, esperando dentes.

Jack o levantou, grunhindo com o peso inesperado e colocou -o na mesa de madeira com cicatrizes na janela. Ele passou os dedos sobre as chaves. Eles se sentiram frios e suaves, quase vivos.

“Bem”, ele murmurou, derramando -se um copo fresco de uísque. “Vamos ver se você vale a pena.”

No começo, nada aconteceu. Jack olhou para a máquina de escrever por uma hora, a folha de papel em branco zombando dele. Ele tentou começar seu romance novamente, mas as palavras secaram antes de chegarem aos dedos.

Outro uísque. Outra falha.

Ele quase desistiu. Mas, enquanto ele estava saindo, seus dedos roçaram as teclas, e a máquina de escrever soltou um clique suave. A chave não havia se movido, mas parecia que a máquina havia treinado sob seu toque.

Jack sentou -se, olhando. Algo sobre a máquina de escrever sentiu … expectante.

“Tudo bem”, disse ele, rolando os ombros. “Vamos tentar novamente.”

Ele colocou os dedos nas chaves e começou a digitar.

E as palavras vieram.

Eles saíram dele como a água estourando através de uma represa, inundando a página. Os personagens, o cenário, a trama torcem – tudo fluía sem esforço, como se a história estivesse à espera, apenas esperando que ele encontrasse.

Quando Jack parou de digitar, estava amanhecer. Uma pilha de páginas perfeitamente escritas ficavam ao lado da máquina de escrever.

Pela primeira vez em anos, Jack se sentiu vivo.

Não foi até o terceiro dia que Jack notou as cordas.

Ele estava digitando por horas, perdido na história, quando uma dor aguda no pulso o puxou para fora de seu transe. Ele esfregou no local distraidamente, depois congelou.

Os fios finos de prata se estendiam de seus pulsos, seguindo para as chaves da máquina de escrever. Eles brilhavam na luz da luz, esticados e vibrando levemente, como se estivessem vivos.

“Que diabos?” Jack sussurrou.

Ele tentou se afastar, mas as cordas apertaram, mordendo sua pele. Em pânico, empurrou o peito. Ele puxou mais forte, e uma das cordas estalou com um toque nítido.

A dor estava ofuscando. Ele subiu o braço como fogo, e Jack gritou, desabando no chão.

Quando ele abriu os olhos, as cordas se foram. Mas a dor permaneceu, uma dor maçante nos pulsos.

A máquina de escrever sentava -se silenciosamente na mesa, suas teclas brilhando como dentes.

Jack tentou parar de usar a máquina de escrever, mas o desejo de escrever tornou -se insuportável. Ele roçou para ele, uma coceira constante logo abaixo de sua pele. Ele se encontrava sentado à mesa sem lembrar como chegou lá, os dedos voando sobre as chaves.

E as histórias foram brilhantes. Melhor do que qualquer coisa que ele já havia escrito antes. Seu agente o chamou de gênio, o garoto de retorno do mundo literário. O primeiro livro esgotou antes mesmo de chegar às prateleiras.

Mas Jack estava mudando.

Ele dormiu menos, comia quase nada. Seu reflexo no espelho ficou magro, sua pele se esticou com força nas maçãs do rosto. As cordas de prata retornaram, mais agora, sendo serpenteando de seus pulsos e antebraços na máquina de escrever. Eles pulsavam no tempo com o batimento cardíaco.

Uma noite, ele acordou e se encontra de pé na mesa, digitando furiosamente. O papel na carruagem não estava mais em branco.

Também não era o livro dele.

As palavras na página eram estrangeiras, escritas em um idioma que ele não reconheceu. As cartas pareciam mudar e se contorcer quando ele tentou se concentrar nelas.

Jack rasgou a página livre e a jogou na lareira. As chamas soaram azul quando o papel queimava, e as cordas prateadas apertaram em volta dos pulsos, cortando profundamente.

Ele gritou, mas a máquina de escrever não soltou.

Jack parou de lutar contra a máquina de escrever depois disso. Ele escreveu o que queria, preenchendo página após página com aquelas palavras estranhas e alienígenas.

As cordas ficaram mais grossas, mais fortes. Eles envolveram os braços, o peito, o pescoço, até que ele estivesse mais barbante do que o homem.

Uma noite, a máquina de escrever parou de digitar. Jack estava sentado na mesa, olhando para a página em branco, esperando.

As cordas de prata se contorceram uma vez, duas vezes. Então eles o puxaram para a frente, para a máquina de escrever, para os dentes que esperavam, brilhando as chaves.

Quando a máquina de escrever começou a digitar novamente, não estava mais as mãos de Jack pressionando as teclas.

Era algo completamente diferente.

Crédito: Don Campbell

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