
slow mornings
bom dia. sábado é o dia mundial de tomar café com calma, apreciando sua manhã e tudo aquilo que você gosta. estamos aqui pra te lembrar disso e fazer companhia.
NA EDIÇÃO DE HOJE
🍻 O álcool é o tabaco das novas gerações
💰️ Estrangeiros fugindo do Ibovespa
🚀 A nova aposta do governo Lula
🍄 Cogumelos na agenda dos CEOs
🏃♂️ A história da maratona de New York
Sábado, 04/01/2025
BIG STORY
Álcool e câncer estão mais ligados do que você imagina
(Imagem: Freepic | Reprodução)
“Beber, mesmo que dentro dos limites, pode colocar sua saúde em risco”. Foram com essas aspas que Vivek Murthy — autoridade máxima em saúde pública nos EUA — alertou os americanos sobre a ligação do álcool com o risco de câncer.
Novos dados sugerem que em alguns anos sua cerveja pode vir com fotos trágicas iguais aquelas que você vê no cigarro do seu tio fumante. Veja:
O médico defende a adição de rótulos de advertência nas bebidas alcóolicas, assim como existem nos maços de cigarro atualmente.
Na visão dele, as evidências entre o consumo de álcool e sua relação com o câncer vêm aumentando há décadas e menos da metade dos americanos reconhece o risco.
O plano é fazer o que fizeram com a indústria do cigarro 🚬
Na época dos seus pais, fumar era como beber hoje em dia — ou seja, não consumir é careta e a exceção.
Na época, autoridades começaram a condenar o ato de fumar e, como consequência, as regulamentações ficaram mais rigorosas, incluindo a obrigatoriedade de rótulos e proibição de qualquer propaganda.
Vai pra frente?
O cirurgião geral está de saída e deixou esse relatório como sua última entrega comandando a pasta. Sua sucessora, Janette Nesheiwat, vai encontrar um ambiente favorável para a adição dos rótulos.
Trump não bebe, e tem um irmão que morreu de alcoolismo há mais de 40 anos. Além disso, o futuro POTUS indicou Robert F. Kennedy Jr. como Secretário de Saúde dos EUA.
Robert tem sido aberto sobre suas lutas passadas contra drogas e álcool, além de participar de reuniões do AA.
NEGÓCIOS
Estrangeiros retiram 32 bilhões da bolsa brasileira

Debandada do estrangeiro. Os investidores “lá de fora” retiraram mais de R$ 30 bilhões da B3 em 2024.
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Esse foi o maior valor resgatado em 4 anos, quase superando o último grande êxodo, ocorrido na pandemia, quando foram retirados R$ 39,7 bilhões.
O que motivou? Pelos dados, é possível e prudente atestar que a postura fiscal e econômica do governo não está agradando: Quando Fernando Haddad anunciou a flexibilização nas metas do marco fiscal, em abril, 11 bilhões foram sacados.
Além das medidas fiscais e da desvalorização da moeda local, o feito também ocorre depois que a frase “O Brasil não é um país seguro pro estrangeiro investir” foi dita por um dos homens mais ricos do mundo.
💸 Ao considerar o resultado da Bolsa de Valores como um todo, já contabilizando a desvalorização do real, a queda em dólares foi de 29,9%, a pior desde 2015.
Segundo os dados da B3, o saldo ficou negativo em 9 dos 12 meses de 2024. O saldo do investimento positivo foi de R$ 44,90 bilhões.
TECNOLOGIA
Acredite se quiser: Lula quer lançar foguetes
(Imagem: Veja/Divulgação)
Dizem que a diferença do gênio e do louco é milimétrica. Com as contas do governo apertando, o Brasil decidiu ajustar os cintos — mas rumo ao espaço, com o surgimento da Alada.
Aprovada pelo Congresso em dezembro, a empresa irá explorar comercialmente o lançamento de satélites e foguetes a partir de uma base no Maranhão.
De onde veio a ideia? O Brasil se destaca por sua localização estratégica e o mercado espacial global está em rápido crescimento, devendo movimentar US$ 1,8 trilhão até 2035.
Aliás, essa não é a primeira tentativa: em 2006, também sob gestão de Lula, a Alcântara Cyclone Space teve o mesmo propósito, mas terminou com um prejuízo de R$ 500 milhões e nenhum lançamento em quase 10 anos.
🤔 Só tem um porém: O histórico de fracasso, o alto custo e a ausência de detalhes sobre a operação da nova estatal geram desconfiança — especialmente com o rombo nas contas públicas.
A Alada será subsidiária da NAV Brasil e promete atrair recursos privados. No passado, o Brasil chegou a colaborar com países como EUA e China, mas o mercado evoluiu consideravelmente, com diversos players de ponta no setor.
🛰️ Apesar das vantagens geográficas, o orçamento espacial brasileiro é limitado: R$ 600 milhões anuais contra bilhões de dólares investidos por potências globais.
NEGÓCIOS
O fator cogumelo entre os CEOs
(Imagem: The Wolf of Wall Street/Reprodução)
Uma nova onda está ganhando espaço no mundo dos negócios: CEOs estão trocando os seus escritórios por retiros espirituais que oferecem experiências com drogas alucinógenas.
Explicando melhor… A utilização de cogumelos tem ganhado espaço na agenda de altos executivos, incluindo retiros de luxo em resorts no Peru, Costa Rica, atraindo C-Levels do mundo inteiro.
Qual é a ideia por trás desses retiros? Alguns participantes afirmam que a viagem espiritual traz uma clareza mental que ajuda nas decisões que eles tomam em suas empresas. Outros dizem que só querem se conectar com eles mesmos.
Basicamente, o composto dos cogumelos mágicos embaralha temporariamente áreas do cérebro do usuário relacionadas ao senso de espaço, tempo e de si mesmo.
🍄🟫 Mas pode ser que seu chefe viaje e nunca mais volte: Um estudo da Johns Hopkins descobriu que a psilocibina — substância presente em cogumelos alucinógenos — foi o suficiente para causar mudanças permanentes de personalidade em 60% dos 51 voluntários da pesquisa.
HIGHLIGHTS
O que mais é notícia nesse sábado?
VARIADAS
Um fenômeno chamado: New York City Marathon
Estamos falando da maratona mais cobiçada do mundo, que reúne anualmente 50 mil pessoas e cifras multimilionárias em patrocínios e no turismo.

Como tudo começou
Na década de 70, o Central Park era tudo, menos o que conhecemos hoje. Vandalismo, drogas e pichações dominavam o espaço. O novo prefeito da época pretendia revitalizar a cidade — que mais parecia Gotham City.
Foi então que surgiu a ideia: Vamos começar pelo parque e transformar uma corrida pequena em uma grande maratona, já que a corrida era um esporte democrático e em ascensão no país.
Por volta de 1976, a proposta de atravessar os cinco distritos da cidade ganhou força — e o impacto foi imediato. Nos dias da maratona, a taxa de criminalidade despencava.
🏃🏻 O evento não apenas deu uma nova cara ao Central Park, mas também ajudou a reimaginar New York.
De lá pra cá, a maratona só cresceu. Hoje, é a maior do mundo, reunindo 50 mil corredores e 2 milhões de espectadores.
O lado financeiro por trás de uma maratona 💸
O evento movimenta cerca de 500 milhões de dólares na economia local, com pequenos negócios — como bares e restaurantes — registrando até 40% de aumento nas vendas durante o evento.
Em 2023, o grupo registrou uma receita de 103 milhões de dólares para cobrir custos que chegaram a 98 milhões. O faturamento vem de taxas de inscrição, doações e patrocínios.
New Balance, Tiffany e Shake Shack também apostam no evento como forma de engajar e construir valor comunitário. Até quem não pode patrocinar, como a Nike, encontra um jeito criativo de fazer parte. Veja.
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OPINIÃO DO LEITOR
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