
Bom dia! Chegamos ao mês 8 do calendário. Agosto vem do latim Augustus, em homenagem ao imperador romano César Augusto, e significa “venerável” ou “majestoso”. Não por acaso, nesse mês nos encontramos presencialmente no evento seis&seis, o evento do the news para as pessoas que querem ser mais inteligentes.
Um dos grandes nomes que estará conosco é de Guilherme Benchimol, fundador da XP. Ele vem contar sua trajetória como empreendedor e os 25 anos da empresa — e, para dar um spoiler, trouxemos parte dessa conversa na edição de hoje, com detalhes da entrevista que o nosso CEO fez com ele.
Boa leitura e bom domingo.
BIG STORY
Na última edição da Expert, o evento de investimentos da XP em São Paulo, tinha estande do Banco do Brasil, do Bradesco, do Itaú, do BTG e do Safra. Os mesmos bancos que a XP nasceu para desafiar estiveram dentro da festa da concorrente — e já é assim há alguns anos.
(Imagem: Reginaldo Martins | XP)
Foram mais de 80 mil pessoas em três dias, na 16ª edição de um evento que começou, 25 anos atrás, com 200 convidados, dos quais 150 eram funcionários da própria XP. Guilherme Benchimol, fundador e hoje presidente do conselho da empresa, tem uma teoria para explicar como uma corretora vira point da indústria inteira: fazer, devagar, a mesma coisa por tempo suficiente.
Ele falou sobre essa trajetória — dos primeiros anos até a fase atual, em que já não ocupa mais a cadeira de CEO — em entrevista ao CEO do the news, Hernane Ferreira Jr.
Tudo é cercado por uma tese
Olhar o que já tinha dado certo lá fora. Quando a XP nasceu, 99% dos investimentos no Brasil passavam pelos bancos. Hoje, esse número caiu para 82% — uma redução lenta, mas que abriu espaço para um mercado secundário de debêntures, CRIs e CRAs que praticamente não existia antes.
Benchimol credita essa mudança a uma leitura de dados: em outros países, as pessoas já tinham deixado de concentrar seus investimentos nos bancos há 25 anos.
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No Brasil, o movimento era o inverso — 99% seguia dentro do sistema bancário. Para ele, isso era um campo aberto de oportunidade.
Mas enxergar a oportunidade, segundo ele, é só o ponto de partida. O resto depende de resiliência e disciplina para fazer o que precisa ser feito, na ordem certa.
‘’Empreender é uma sequência, não uma aposta’’
Benchimol se define como o oposto do empreendedor tomador de risco. Para ele, quem dá certo no longo prazo testa pequeno, erra pequeno, e só acelera quando confirma que está no caminho certo.
Pular etapas, na visão dele, é deixar dinheiro na mesa — e pode quebrar o negócio.

É a mesma distinção que ele faz ao falar dos primeiros anos da XP. No início, o resultado dependia quase inteiramente do seu esforço individual. Com o tempo, isso vai mudando, e só acontece se o empreendedor aprender a formar pessoas melhores do que ele mesmo.
Fora da cadeira de CEO desde 2021 — hoje ocupada por Thiago Maffra — Benchimol usa a imagem de um general que desce do cavalo para brigar no campo de batalha: quando o líder começa a fazer o trabalho operacional que a empresa já não precisa mais que ele faça, é sinal de que a guerra está sendo perdida.
A transição, segundo ele, só funciona se a empresa tiver um sistema de meritocracia rígido o suficiente para que a ascensão interna dependa só de performance e cultura. Quando esse sistema está maduro, a cultura para de depender dele.
Para onde vai a XP?
A XP, hoje, detém cerca de 10% de participação no mercado de investimentos brasileiro, com a meta de dobrar essa fatia e se tornar a maior empresa do setor no país até 2033.
O plano passa por três frentes: (i) aprimorar o atendimento à pessoa física, (ii) expandir o banco de atacado voltado a pessoas jurídicas, já com mais de 100 mil empresas atendidas e (iii) crescer internacionalmente, atendendo clientes estrangeiros em seus próprios países de origem.
A empresa também amplia um modelo de atendimento que Benchimol descreve como agnóstico: o cliente escolhe entre remuneração por transação, uma taxa fixa anual, ou consultoria pura, pagando só pela inteligência de alocação. Essa estrutura é inspirada no mercado americano, onde os três formatos já coexistem em equilíbrio.
Mas a meta esbarra em um limite que não depende só da empresa: o tamanho do apetite a risco do brasileiro. Em entrevista a Bloomberg, Benchimol foi direto: algum ajuste nas contas públicas vai ter que acontecer, independentemente de quem vencer a eleição de outubro.
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Na leitura dele, o país vive hoje uma inversão de valores — o brasileiro ganha dinheiro comprando título isento de curtíssimo prazo com alta liquidez, em vez de alongar prazo e diversificar, o que não é sustentável.
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Sobre o caso do Banco Master, chamou o episódio de uma fraude que enganou todo o mercado, e defendeu mais governança do regulador ao distribuidor.
Com a Selic ainda perto do maior patamar em quase duas décadas, ele reconhece que os últimos anos foram mais difíceis para atrair o investidor brasileiro para o risco — as pessoas ficaram mais curto-prazistas.
🎟️ Aproveitando… Você pode estar com o Guilherme Benchimol no seis&seis, o evento presencial do the news. Ele será um dos +50 speakers em um dia inteiro de palestras para você sair bem mais inteligente do que entrou — e ainda poder conhecer outros leitores e até falar com o nosso time. Clique aqui para garantir o seu ingresso no lote atual.
APRESENTADO POR MAGALU
Foi ele quem te ensinou a andar de bicicleta, consertar alguma coisa em casa… ou quem esteve ao seu lado no seu primeiro dia de aula, no primeiro amor e em tantos outros momentos que ajudaram a moldar quem você é.
MANCHETES DO DIA
(Imagem: Eduardo Knapp | Folhapress)
📱 Mais uma. O partido Missão lançou a candidatura de Renan Santos, à Presidência da República com foco em redes sociais e rejeição a alianças com a política tradicional. A legenda anuncioulançará 450 candidatos a deputado. O programa econômico traz propostas rígidas, como uma “PEC da Transição” para promover um ajuste fiscal de R$ 1,1 trilhão até 2031 e a meta de reduzir os homicídios no país a 10 mil por ano.
🇪🇺 Emergência europeia. A União Europeia convocou uma reunião de emergência após a entrada de mais de 50 mil imigrantes no território espanhol de Ceuta, no norte da África. O episódio gerou uma crise diplomática no bloco: a Itália suspendeu por 30 dias a livre circulação com a Espanha — provocando protestos formais de Madri —, enquanto França e Portugal acionaram forças de segurança e reforçaram os controles nas fronteiras terrestres.
⚽ Terremoto na FIFA. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, recuou e cancelou o projeto “FIFA Forward Enterprise”, que pretendia vender participações nos direitos comerciais da Copa do Mundo a fundos de investimento privados em uma operação de US$ 20 bilhões. O recuo veio após a oposição feroz de federações globais, mas não estancou a crise: dirigentes da Uefa e da Concacaf declararam publicamente ter perdido a confiança na liderança do presidente.
TRENDING
Desde que a epopeia ganhou a nova adaptação para o cinema pelas mãos de Christopher Nolan, os lugares usados como locações para o filme, viraram hot spots ao redor do mundo.
A produção percorreu alguns dos lugares mais impressionantes do mundo. Da Grécia à Islândia, passando por fortalezas medievais na Itália, fomos atrás dos principais destaques:
GréciaGrande parte das filmagens aconteceu na região da Messênia, no Peloponeso, considerada por muitos historiadores uma das inspirações geográficas para a viagem de Odisseu. Entre os cenários escolhidos estão a Caverna de Nestor, a praia de Voidokilia e o Castelo de Methoni, uma fortaleza veneziana cercada pelo mar. |
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ItáliaPara representar Ítaca, a ilha onde Odisseu tenta finalmente retornar, Nolan escolheu Favignana, na Sicília. A pequena ilha, conhecida por suas águas azul-turquesa e antigas pedreiras de calcário, já aparece há décadas em estudos que associam a geografia da região à narrativa da Odisseia. O destaque é o Castello di Santa Caterina, construído no ponto mais alto da ilha, de onde se tem uma vista sobre o arquipélago das Égadas. |
IslândiaAs sequências que representam o reino de Hades foram filmadas na Islândia. Praias de areia preta, campos de lava, montanhas cobertas de musgo e cachoeiras gigantes criam um cenário quase sobrenatural. É um dos países onde a natureza parece desafiar qualquer lógica: em poucos quilômetros, o viajante passa por vulcões ativos, geleiras e fontes termais. |
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TECNOLOGIA

A AE Studio, consultoria de software e empresa de pesquisa em AI, abriu uma vaga curiosa: contratar uma espécie de pirata para resgatar tesouros de naufrágios, com remuneração que pode chegar a US$ 500 mil por ano. A empresa já usa inteligência artificial para apontar onde esses tesouros podem estar.
É um contraponto curioso ao clima de demissões em massa no setor de tecnologia. Aqui, a AI não está substituindo um trabalho manual, e sim criando um bem peculiar para quem tem experiência em navegação e mergulho.
Como funciona a caçada? Um modelo de AI da empresa vasculha 80 milhões de páginas de registros coloniais dos últimos 500 anos — documentos náuticos — cruzando informações para apontar os locais com maior probabilidade de esconder naufrágios e cargas ainda não descobertas.
Os requisitos incluem vida inteira de experiência náutica, certificações de mergulho e disposição para operar em condições que as seguradoras se recusam a cobrir. Como diferenciais, a vaga cita conhecimento em salvamento marítimo anterior a 1800, fluência em espanhol, português e holandês, certificação de vela e até experiência operacional na Somália, no Estreito de Ormuz ou no de Malaca.
Quem se encaixar no perfil pode esperar participação acionária no projeto, um valor fixo entre US$ 50 mil e US$ 500 mil — com peso maior no potencial de lucro — e uma fatia do tesouro encontrado. A empresa banca logística e custos legais
VÍDEO
TO WATCH & TO READ
![]() Esse filme é realmente um convite para ir ao cinema. Em um jantar que tinha tudo para ser entediante, um casal preso na rotina e em constante crise decide receber para um drink os vizinhos do andar de cima, conhecidos pelo seu estilo de vida. Mais uma produção da A24. |
![]() Esse livro acompanha Mukta, uma menina de dez anos resgatada do sistema de prostituição de sua casta que ganha um novo lar e uma grande amiga na jovem Tara, com quem cria um laço digno de irmãs. Anos depois, após o desaparecimento repentino de Mukta, Tara precisa mergulhar de volta às suas origens na Índia para desvendar os segredos do passado e tentar resgatar a amiga. É uma história marcante, profunda e cheia de sensibilidade sobre culpa, redenção e a busca pela verdade em um cenário dominado por tradições e desigualdades sociais. |
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