Bom dia! De volta para mais um domingo com um gostinho especial: hoje tem Seleção Brasileira em campo, a partir das 17h, contra a Noruega.

O nosso retrospecto contra os vikings não é positivo. São 4 partidas na história, sendo duas vitórias da Noruega e dois empates.

Hoje é dia de ir contra as estatísticas. Vai Brasil!

BIG STORY

Se você pudesse entrar em uma máquina do tempo e viajar para os anos 80, há uma grande chance de você achar o passado incrivelmente lento — exceto nos céus.

Há 40 anos, um grupo seleto de pessoas cruzava o Atlântico na metade do tempo atual, jantando caviar a duas vezes a velocidade do som.

(Imagem: John Tye | Arquivo Pessoal)

Hoje, em pleno 2026, nós temos inteligência artificial na palma da mão e carros que dirigem sozinhos, mas levamos praticamente o dobro do tempo para fazer a mesma viagem de avião.

Mas a tecnologia de antigamente pode estar se adaptando aos dias de hoje… Recentemente, Sean Duffy, o Secretário de Transportes dos EUA, acendeu o estopim de uma nova corrida aérea.

Essa era, no entanto, tinha outro nome no passado…

A Era Concorde. O nome vem justamente do Concorde, o avião nascido de uma parceria ultra-ambiciosa entre os governos da França e Reino unido na década de 1960.

(Imagem: British Airways)

Ele entrou em serviço em 1976 e operava em uma física completamente diferente dos jatos normais.

Se um avião de linha hoje voa a cerca de 900 km/h, o Concorde cruzava os céus a mais de 2.100 km/h. Voava tão rápido, que o atrito com o ar fazia a fuselagem de alumínio esquentar a quase 100°C, expandindo o comprimento do avião em até 30 centímetros durante o voo.

Enquanto isso, a cabine era um charme. O espaço era apertado, com apenas 100 assentos em fileiras de dois, mas o bilhete, que custava o equivalente a US$ 12.000 em valores atualizados, dava acesso a uma verdadeira área VIP — o clube mais exclusivo do mundo.

O trecho Londres-NYC levava menos de 3 horas e meia. Devido ao fuso horário, os passageiros pousavam nos EUA em um horário local anterior ao que haviam decolado na Europa — o que origem ao slogan da British Airways “Chegue antes de sair”.

Se era tão incrível, por que fomos obrigados a voltar ao ritmo lento?

A resposta curta é: o Concorde era um milagre científico, mas um desastre comercial. O avião foi sufocado por três grandes problemas:

1) Toda vez que o Concorde quebrava a barreira do som, ele gerava uma onda de choque que soava na Terra como uma explosão. O barulho quebrava janelas, assustava animais e gerou uma onda de protestos. Por causa disso, os EUA proibiram o jato de voar em velocidade supersônica sobre o continente. Ele só podia acelerar sobre o mar, o que destruiu o plano de criar rotas que ligassem o próprio continente.

2) O Concorde bebia querosene de aviação como se não houvesse amanhã. Ele consumia cerca de 25.600 litros de combustível por hora. Para se ter uma ideia, ele gastava quase o mesmo que um Boeing 747, mas carregando apenas um quarto dos passageiros. Ficou caro demais mantê-lo no ar.

3) Em julho de 2000, o trágico acidente do voo 4590 da Air France em Paris matou 113 pessoas, enterrando a reputação de segurança do jato. Combinado com a crise no turismo global após o 11 de setembro de 2001, a British Airways e a Air France decidiram aposentar o modelo definitivamente em 2003.

Agora, estamos assistindo a uma virada

O movimento que o Secretário Sean Duffy anunciou agora só é possível porque a tecnologia de 2026 resolveu os fantasmas que assombravam o Concorde.

(Imagem: Boom Supersonic)

Projetos modernos como o jato Overture, da Boom Supersonic, e o protótipo X-59, da NASA, usam designs computacionais que fazem o teto do avião “refletir” a onda de choque de volta para a atmosfera.

Com isso, o barulho que antes assustava as cidades agora chega ao solo como um “baque” mais suave, sendo mais silencioso.

Além disso, os novos jatos nasceram sob a exigência de queimar 100% de combustível sustentável, limpando a barra ambiental que o Concorde sujou no passado.

Será que agora poderemos entrar na fila para garantir um bilhete de supersônico? Veremos nas cenas dos próximos capítulos…

APRESENTADO POR 99FOOD

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MÚSICA

(Imagem: Harmonia Produções)

Pesquisas recentes apontam que cerca de 65% das pessoas com menos de 35 anos ouvem música clássica regularmente. Para se ter uma ideia, esse grupo agora tem mais probabilidade de consumir o gênero do que seus pais.

Se antes as sinfônicas caminhavam para uma temida irrelevância, hoje, as grandes orquestras mundiais entenderam que para atrair os jovens, era preciso mudar o formato e ir até onde eles estão.

Tradicionalmente, a música clássica era vista como um universo nichado e aristocrático. Mas grandes instituições decidiram quebrar o protocolo tradicional do espetáculo.

  • Apresentações curtas misturam a Sinfonia Nº 2 de Mahler com o rap de Tupac, ou criam concertos inteiros fundindo Beethoven e Beyoncé.

  • Estratégias com criadores de conteúdo reagindo à música orquestral já somam dezenas de milhões de visualizações, trazendo o público das telas para os teatros.

Além disso, se você já assistiu o seriado Bridgerton, da Netflix, deve ter reparado que as músicas utilizadas — em arranjos de cordas clássicos — são, na verdade, músicas tradicionalmente conhecidas de Harry Styles, Taylor Swift e outros.

TO GO

(Imagem: Cortesia Simões de Assis/Instituto Bardi/©️Othoniel /Divulgação)

A histórica Casa de Vidro, projetada por Lina Bo Bardi e um dos endereços mais simbólicos da arquitetura brasileira, acaba de ganhar um novo motivo para visita.

Produzidos com blocos de vidro soprados à mão, eles sustentam aquarelas que retratam as flores do jardim da própria Casa de Vidro, criando mais uma camada de diálogo entre a obra de Othoniel e o universo de Lina.

Reconhecido por trabalhos que transitam entre arte, design e arquitetura, Othoniel transformou vidro, cor e escala em elementos poéticos que conversam naturalmente com os espaços da residência. O resultado é uma exposição que oferece uma nova perspectiva sobre um lugar que, por si só, já vale a visita.

APRESENTADO POR LITTLE BEAN

O estag resolveu fazer um banner que lembra de supermercado, mas importante: tem uma diferença gritante entre o Little Bean e o café que você encontra lá.

TO WATCH & TO READ

Condenado injustamente pelo assassinato do próprio filho, um homem vê sua vida virar de cabeça para baixo ao descobrir que o garoto, na verdade, pode estar vivo. A partir daí, ele inicia uma missão desesperada e perigosa para rastrear o paradeiro do menino e resgatá-lo, batendo de frente com o sistema e com quem tentou enterrar o caso.

Uma autora frustrada decide roubar o manuscrito inédito de sua colega bem-sucedida logo após ela morrer em um acidente doméstico bizarro. Para tornar tudo ainda mais caótico, ela edita o texto, assume um pseudônimo racialmente ambíguo e publica a obra como se fosse sua. P.S.: Esta indicação já passou pela curadoria de ninguém menos que Dua Lipa, que destacou o livro como leitura recomendada em sua newsletter de cultura.

RODAPÉ

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Postagem original The News