Bom dia! Chegamos a mais um domingo sem desfecho na política brasileira. Mais do que isso, chegamos a um domingo que antecede uma sessão bastante decisiva no Supremo Tribunal Federal.

Depois de uma semana movimentada por decisões individuais e revelações do caso Banco Master, os ministros se reúnem em plenário na próxima terça-feira para alinhar os rumos dos processos e redefinir os procedimentos internos da Corte.

Na edição de hoje, organizamos o cenário para você entender exatamente o que estará em votação, os bastidores desse julgamento e como os ministros devem se posicionar. Boa leitura e bom domingo.

BIG STORY

(Imagem: Rosinei Coutinho | SCO | STF)

Na próxima terça-feira, os dez ministros do STF vão se reunir para discutir, abertamente, a pior crise institucional da história recente da Corte.

O momento marca uma sessão extraordinária, convocada pelo presidente Edson Fachin depois da sequência de revelações que colocou Alexandre de Moraes e André Mendonça de lados opostos de uma mesma investigação.

Nos bastidores, a Corte inteira está de olho no homem por trás do maior escândalo bancário do país em anos: Daniel Vorcaro.

O que será pautado no dia 15?

No papel, o encontro convocado por Fachin e, que acontece às 10h da próxima terça-feira, tinha como pauta inicial e objetiva, analisar a Petição 16.662.

Nelas, o ex-banqueiro e o ministro trocavam mensagens em visualização única, com print de frases escritas nas notas do celular. Uma das mensagens, enviada dois dias antes da prisão de Vorcaro, perguntando a Moraes se ele deveria deixar o país.

Diante da guerra de decisões individuais sobrepostas que instaurou a crise, o presidente Edson Fachin fez o que, no jargão político, chamam de “puxar a tomada”. Ele suspendeu temporariamente todos os movimentos isolados dos ministros para que o plenário decida, de forma unificada e ao vivo:

  • Se o relatório trazido por Mendonça contra Moraes tem validade jurídica ou se será anulado, como pede a Procuradoria-Geral da República (PGR);

  • Se a cúpula da Polícia Federal permanece no cargo ou se valida o afastamento;

Com a quebra do sigilo na quinta-feira, o dia 15 tornou-se ainda mais decisivo

(Imagem: Antonio Augusto | STF)

O movimento foi um cálculo político estratégico: se a Corte vai votar na terça-feira, todos precisam ver as mesmas cartas.

Em tese, a divisão dentro do plenário já é possível de rascunhar — parte porque alguns ministros já se manifestaram em decisões recentes, parte porque as alianças políticas dentro do Supremo não são segredo.

(Imagem: Antonio Augusto | STF)

Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin devem ficar ao lado de Moraes. Luiz Fux e Nunes Marques, ao lado de Mendonça.

(Imagem: Victor Piemonte | STF)

Dias Toffoli é a maior incógnita: como ex-relator do caso Master, ele próprio já foi citado em apurações ligadas a Vorcaro, o que pode levá-lo a se abster de opinar publicamente sobre o mérito.

Cármen Lúcia é quem está no centro. Em alguns momentos, a ministra já demonstrou forte afinidade com Alexandre de Moraes — mas o entendimento é de que, dessa vez, ela pode buscar um equilíbrio na balança em vez de repetir o alinhamento. O mesmo se espera de Edson Fachin, presidente da Corte, a quem cabe também o voto de minerva em caso de empate.

Embora o mapa de votos já aponte essas divisões, o verdadeiro alinhamento de cada ministro só vai ficar claro quando a sessão começar. O que dá para cravar desde já é que a terça-feira promete ser longa, tensa e imprevisível.

Com o sigilo derrubado e um HD cheio de relatórios circulando pelos gabinetes, cada nova peça aberta tem o potencial de jogar mais lenha na fogueira ao vivo. Resta saber se o STF sairá do dia 15 com as feridas estancadas — ou se o julgamento vai escancarar de vez uma crise que há muito tempo deixou de ser apenas jurídica.

MANCHETES DO DIA

Pole em Madri. Lando Norris superou Kimi Antonelli por apenas 0s011 e garantiu a pole position no GP da Espanha, tornando-se o primeiro a registrar a marca no inédito circuito urbano de Madri. Max Verstappen e Lewis Hamilton vêm em 3º e 4º, enquanto o brasileiro Gabriel Bortoleto largará na 12ª colocação.

Escalada no Oriente Médio. Os Houthis do Iêmen lançaram uma onda massiva de mísseis e drones contra refinarias e instalações de petróleo na Arábia Saudita. Os ataques deixaram dezenas de feridos, paralisaram a produção em campos no sul do país e forçaram retaliações aéreas da coalizão na região de fronteira.

Setembro histórico em SP. A cidade de São Paulo registrou o maior volume de chuva do país no mês, acumulando cerca de 198 mm em apenas 12 dias — marca que já consolida este como o quarto mês de setembro mais chuvoso da história desde 1943. Os temporais provocaram alagamentos em vias expressas como a Marginal Tietê, além de desabamentos e deslizamentos.

APRESENTADO POR KIWIFY

Antes de ir correndo atrás, calma. Ouro é valioso e ninguém entrega de mão beijada, mas a Kiwify resolveu entregar todo o dela mesmo assim — só que apenas para algumas pessoas.

Na quinta-feira (17), a Kiwify vai reunir os maiores produtores do Brasil para analisar os bastidores de campanhas de Black Friday que fizeram múltiplos de 7 dígitos de lucro: as estratégias, as métricas, os erros e os acertos que ninguém revela por aí.

Isso é ouro puro pra quem quer construir uma super campanha para a Black. E vai sair de graça, mas só para uma lista exclusiva de pessoas selecionadas pela Kiwify. Quem ficar de fora vai passar o ano tentando copiar o que já deu certo pra quem estava na sala, risos.

TRENDING

Nesta semana, o mundo marcou os 25 anos dos atentados de 11 de setembro. Entre tantas memórias e homenagens, a história de Rick Rescorla voltou a ganhar os holofotes.

Rescorla era vice-presidente de segurança do banco Morgan Stanley, que ocupava mais de 20 andares da Torre Sul do World Trade Center. Ex-combatente do Vietnã, ele já desconfiava da vulnerabilidade dos prédios anos antes da tragédia.

(Imagem: Exército dos EUA)

Em 1993, logo após um primeiro atentado a bomba no subsolo do complexo, ele alertou a diretoria de que o próximo ataque viria pelo ar, com aviões. Como não conseguiu mudar a sede da empresa de lugar, ele decidiu focar no que podia controlar: a preparação das pessoas.

Embora chamado por alguns de exagerado, ele criou uma rotina diária e rigorosa de segurança:

  • A cada três meses, parava as operações do banco para treinar evacuações completas pelas escadas.

  • Executivos e operadores de mercado tinham que descer dezenas de andares em fila dupla, sem pausas e em silêncio.

  • Mesmo com reclamações sobre as interrupções no trabalho, ele não cedeu na frequência dos treinos.

Quando o primeiro avião atingiu a Torre Norte, o som interno do prédio orientou todos a ficarem em suas mesas. Rescorla ignorou a orientação na hora, pegou um megafone e mandou todo mundo descer imediatamente.

Enquanto guiava milhares de pessoas pelas escadas — até cantando músicas animadas para manter o pessoal calmo —, a segunda aeronave atingiu a Torre Sul. Graças ao treino exaustivo, 2.687 funcionários e clientes do Morgan Stanley saíram em segurança.

Rick foi visto pela última vez subindo ao 10º andar para ajudaar antes que o prédio desabasse. No fim das contas, sua obsessão por prevenção foi o que permitiu que quase 3 mil famílias recebessem seus entes queridos de volta para casa naquele dia.

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A ascensão meteórica do designer Virgil Abloh ao topo da Louis Vuitton não foi apenas uma vitória pessoal, mas o estopim de uma revolução histórica no mercado de luxo. Escrita pela crítica cultural e vencedora do Prêmio Pulitzer Robin Givhan, esta biografia investiga como um jovem sem formação tradicional em corte e costura derrubou as barreiras de uma indústria elitista ao transformar a cultura do streetwear, dos tênis e das camisetas no novo ápice do consumo global.

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Postagem original The News