
Bom dia! Chegamos na semana mais importante do ano para o nosso time. Nesta quinta-feira, vamos nos reunir presencialmente com nossos leitores — vocês — pela segunda vez na história para o nosso evento seiseseis.
Faltam pouquíssimos dias, e a gente queria usar este espaço para te fazer um convite genuíno: vai ser um prazer ter você lá com a gente fazendo parte disso. Ver a comunidade que constrói essa newsletter diariamente do outro lado da tela é o que dá sentido a tudo isso.
Você vai ter a gente de não só ler o the news, mas viver o the news por um dia. De quebra, ainda vai ver painéis e palestras de vários dos maiores nomes do mercado brasileiro. Veja aqui todos os nomes e compre o seu ingresso.
Boa leitura e bom domingo!
DICA DO TIME
Uma semana produtiva é também aprender, tomar boas decisões e fazer algo que aproxime você de onde quer chegar.
Nesse vídeo, nosso CEO reuniu 5 aprendizados que foram decisivos para sair de estudante e se tornar CEO da maior newsletter da América Latina.
BIG STORY
(Imagem: Zanone Fraissat | Folhapress)
A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes, a pedido da própria PF e com aval da PGR. Cutrim não é jornalista, mas é apontado como fonte de um.
O jornalista é Luís Pablo, autor de reportagens que mostravam um carro do Tribunal de Justiça do Maranhão sendo usado pela família do ministro Flávio Dino fora do expediente oficial. Luís já tinha sido alvo de busca e apreensão em março, com quebra de sigilo telefônico — foi ali, nas mensagens do próprio celular, que a PF chegou até Cutrim.
Não é a primeira vez que isso acontece no Brasil…
Até a Constituição de 1988, o poder público simplesmente não precisava dar explicações sobre até onde podia interferir no trabalho dos jornais.
Durante o regime militar, a Lei de Imprensa de 1967 e o “Decreto Leila Diniz” de 1970 formalizaram isso, com as redações recebendo milhares de ligações para ditar o que podia e não podia entrar nos jornais.
Em 1988, isso caiu, chegando mais próximo do que a gente chama de “liberdade de imprensa”. Mesmo assim, a partir daí, entraram em cena os processos contra casos por reportagens específicas.
A linha do tempo
(Imagem: Nelson Jr. | SCO | STF)
O STF é um peão importante dessa engrenagem. A relação entre a Casa e a imprensa mudou bastante nas últimas duas décadas. Montamos um jeito diferente de contar essa história para você:
(2009–2018)
Depois da Constituição de 1988, o STF assumiu o papel de proteger os jornais contra tentativas de bloqueio:
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O fim da Lei de Imprensa (2009): O STF derrubou a Lei de Imprensa da época do regime militar, com os ministros decidindo que a liberdade de informar vem em primeiro lugar. Ficou definido que, se um jornal errar ou mentir, ele deve ser processado e punido depois da publicação (com pedido de desculpas ou pagamento de indenização), mas nunca proibido de publicar antes.
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O combate às decisões de juízes locais: Era comum que juízes de cidades pequenas mandassem tirar matérias do ar a pedido de políticos da região. Durante anos, o STF usou sua autoridade para derrubar rapidamente essas proibições, garantindo que o público tivesse o direito de saber o que os políticos estavam fazendo.
(2019–hoje)
(Imagem: Reprodução | Crusoé | O Antagonista)
A relação mudou em 2019, só que não numa única direção. Esse capítulo começa principalmente com a abertura do Inquérito das Fake News, que já se tornou um dos inquéritos mais extensos e mais comentados na história do país.
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“O amigo do amigo de meu pai” (2019): Um mês depois de aberto o inquérito pra investigar ataques à Corte, Alexandre de Moraes mandou retirar do ar a reportagem da revista Crusoé e do site O Antagonista que revelou o codinome usado por Marcelo Odebrecht para se referir ao ministro Dias Toffoli dentro da empreiteira envolvida na Lava Jato. A ordem foi revogada dias depois, mas a sensação de um ministro decidindo o que podia ir ao ar sobre um colega da Corte não se apagou.
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O outro lado da mesma moeda (2019): No mesmo ano, o ministro Gilmar Mendes concedeu liminar protegendo o jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, de ser investigado por publicar mensagens vazadas da Lava Jato — invocando exatamente o sigilo constitucional da fonte, o mesmo princípio hoje em discussão no caso Cutrim.
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A conta da entrevista cai pro jornal (2023): Mais para frente, o STF decidiu que um veículo pode ser obrigado a indenizar se um entrevistado fizer acusações falsas durante um programa e a checagem não tiver sido feita com cuidado. Entidades de imprensa alertaram que isso podia fazer veículos evitarem entrevistas mais “duras” por medo de processo.
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BIG TECHs também entram na conta (2025): Em junho, o STF decidiu, por 8 votos a 3, que plataformas digitais podem ser responsabilizadas por conteúdo de usuários mesmo sem ordem judicial prévia. A decisão dividiu opiniões nos dois sentidos: aqueles que viam um risco de censura privada por parte das próprias empresas, e aqueles que veem um avanço necessário no combate a conteúdo criminoso.
De volta a 2026
Para a PF e o STF, a apuração do caso do repórter Luís Pablo, não tem relação com censura ou crime de imprensa: o alvo é o uso indevido de sistemas restritos pra rastrear veículos usados pela família de Dino.
A decisão de Moraes também cita uma transferência de R$ 100 mil entre um advogado ligado a Cutrim e o repórter — que a defesa alega ser referente à quitação de um imóvel.
A assessoria de Dino afirma que o carro oficial era cedido por acordo entre tribunais e que a família sofreu monitoramento ilegal por veículos particulares, incluindo trajetos de filhos menores.
Já entidades como ANJ, Abert, Aner e Abraji classificaram a medida como um precedente preocupante. O sigilo de fonte é garantia constitucional (art. 5º, inciso XIV da Constituição Federal), e apreender o celular de um repórter pra identificar quem falou com ele muda a equação de qualquer pessoa que pense em fazer uma denúncia de interesse público no país.
No fim das contas…
Esse episódio reflete uma tendência maior. Um levantamento da Abraji mostra que ações contra jornalistas só aumenta no país, com 784 processos de assédio judicial em 11 anos, e uma aceleração expressiva na década atual.
Um ministro tem o dever de investigar a segurança da própria família. Mas quem decide até onde essa investigação vai é o próprio Judiciário. Na prática, as mesmas pessoas que podem ser objeto de uma matéria jornalística são quem decidem sobre a legitimidade ou não do processo de produção e divulgação dela.
MANCHETES DO DIA
(Imagem: Elsa Palito | GreenPeace Brasil)
Discrepância no Planalto. As declarações de bens enviadas à Justiça Eleitoral pelos pré-candidatos à Presidência escancaram um abismo financeiro: o patrimônio varia de R$ 33 mil a R$ 242 milhões para a disputa de 2026.
Tensão no Golfo. Um navio comercial dos Emirados Árabes Unidos foi atacado perto do Estreito de Ormuz. Em resposta às ameaças de Donald Trump de controlar a rota militarmente, Teerã desafiou Washington e declarou que o domínio sobre o estreito de navegação “não será tomado com um tweet”.
Mais um, infelizmente. Um terremoto de magnitude 7,7 — considerada muito forte — atingiu a Indonésia, na região da Ilha de Flores, causando ao menos 47 mortes. Com desabamentos de prédios e estruturas, o número oficial de mortos tem aumentado à medida que as operações de busca e resgate avançam.
Falando nisso… O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, pediu publicamente para Trump suspender temporariamente as tarifas alfandegárias de até 12,5% sobre produtos colombianos. O líder tenta aliviar o prejuízo dos empresários locais afetados pelo devastador terremoto no país.
Impasse com a ANPD. O Discord pediu a revogação da determinação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que mandou suspender transmissões ao vivo na plataforma. A empresa alegou à Justiça que não consegue cumprir o prazo técnico exigido pela agência.
APRESENTADO POR TNS BETTER WORK
84% dos CEOs já afirmam que qualificação em IA vai definir os próximos líderes de mercado, segundo uma pesquisa da EY com CEOs brasileiros. Quem decide sua contratação e sua promoção já está pensando em IA.
ENTRETENIMENTO
O ano de 2026 está caminhando a passos largos para se tornar o ano mais lucrativo para o cinema no período pós-pandemia.

A indústria já comemora cinco filmes no clube do bilhão. A Odisseia, de Christopher Nolan, Homem Aranha: Um Novo Dia, Super Mario Galaxy, Michael e Toy Story 5.
Essa reviravolta tem nome e você já deve imaginar: a Gen Z. A faixa dos 14 aos 29 anos representaram quase 40% de todo o público pagante na América do Norte no último ano. Eles foram responsáveis por metade da audiência de estreia do novo Homem-Aranha.
Outro fator determinante é a precificação e a busca por experiências imersivas. A alta no valor dos ingressos — com a média dos EUA subindo de US$ 9 em 2019 para cerca de US$ 13,50 hoje — aliada à explosão de formatos premium como IMAX, Dolby Cinema, ScreenX e 4DX, alavancou o faturamento global dos estúdios.
Por fim, o cenário atual também é um mix. Há espaço tanto para sequências de animação quanto para uma cinebiografia musical, um filme de super-herói ou até a adaptação de um poema épico com 2.700 anos de história.
TO CLICK
APRESENTADO POR MSD
TO READ & TO WATCH
![]() Neste romance, uma influenciadora de estilo de vida nostálgico, obcecada pela estética do passado, é misteriosamente transportada para a era vitoriana, início do século XIX, e descobre da pior forma que a realidade histórica é bem diferente dos filtros da internet. O livro virou um fenômeno lá fora e está chegando nesta semana às livrarias brasileiras. Fun fact: A Anne Hathaway comprou os direitos de adaptar a história para as telonas — e ela mesma irá estrelar a personagem principal. |
![]() Um assassinato brutal dentro da própria promotoria de Chicago transforma a vida do promotor principal em um verdadeiro pesadelo quando ele passa de acusador a principal suspeito do crime. Estrelada por Jake Gyllenhaal, a série acompanha a espiral frenética de um homem tentando provar sua inocência enquanto segredos de sua vida pessoal vêm à tona diante de sua própria família e tribunal. Ótimo para maratonar neste domingo. |
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