
Bom dia! Chegamos ao fim de mais uma Copa do Mundo, considerada por muitos a maior copa da história. Foram 103 jogos até aqui, 297 gols marcados, com uma média de 2,92 gols por partida — a maior de uma Copa desde 1970.
Além de uma final inédita, contamos nesta edição a história envolvendo as duas estrelas das equipes: Lionel Messi e Lamine Yamal.
Boa leitura e bom domingo.
BIG STORY
Fundada no século III a.C., a Biblioteca de Alexandria foi o maior símbolo de conhecimento do mundo pré-moderno. A perda do seu acervo não foi apenas física, pois apagou registros e histórias que poderiam ter dado um rumo completamente diferente à nossa civilização.
(Imagem: Reprodução | Getty Images)
Hoje, a nossa biblioteca é digital e descentralizada. Está nas redes sociais, nos servidores de busca, nos arquivos online e na AI, ao alcance de qualquer smartphone.
Um artigo publicado recentemente na revista The Atlantic analisa essa problemática. Ele aponta que o avanço da tecnologia está nos levando para uma era ‘’pós-alfabetizada’’. Nessa fase, a capacidade de ler e compreender textos longos está se tornando uma habilidade em extinção.
Por que ler um livro ficou tão difícil?
De lá para cá, a transição da leitura tradicional para o consumo de feeds digitais alterou a física do nosso cérebro. A neurociência cognitiva afirma que o cérebro humano domina aquilo que põe em prática. Hoje, nosso comportamento repetitivo é a interrupção constante.
(Imagem: Reprodução | Strand Magazine)
Pesquisas mostram a velocidade com que nossa capacidade de foco em telas foi reduzida nos últimos 20 anos:
Em 2004, o tempo médio de atenção antes de uma distração era de 2,5 minutos. Em 2012, esse número caiu para 75 segundos, e hoje, a média está em 47 segundos.
Esse hábito de pular de um estímulo a outro tornou a leitura de textos longos um esforço exaustivo para a maioria das pessoas. Os novos comportamentos mostram isso:
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A proporção de adultos que leem por prazer despencou de 28%, também em 2004, para 16% em 2023.
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Por outro lado, as apostas online tornaram-se uma atividade mais comum do que a leitura. No último ano, 57% dos americanos fizeram alguma aposta, enquanto menos da metade leu ao menos um livro sequer.
Isso também aparece na busca pela informação
Na década de 70, cerca de metade dos jovens na faixa dos 20 anos lia jornais diariamente. Hoje, menos de 10% mantêm esse hábito, preferindo consumir notícias por meio de vídeos rápidos ou áudios.
Para conter a falta de foco dos estudantes, as escolas e os currículos pedagógicos se adaptaram à nova realidade, substituindo a leitura de livros clássicos por trechos ou resumos.
Há mais um fator que influencia: a AI
A chegada da inteligência artificial acelerou esse processo, apresentando um risco que fere não só a leitura, mas também a escrita. Inclusive, contamos como metade dos textos na internet hoje são feitos por AI, nesta edição aqui.
(Imagem: Philip Dulian | DPA)
Escrever é um processo cognitivo difícil porque é o mecanismo pelo qual estruturamos o pensamento lógico. É o esforço de conectar palavras que nos obriga a organizar ideias, encontrar falhas em nossos argumentos e sintetizar conceitos.
Ao delegar a redação de e-mails, relatórios e textos para ferramentas de AI, estamos terceirizando o próprio ato de pensar.
Os primeiros estudos científicos sobre o tema mostram as consequências dessa facilidade:
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Aqui no Brasil, universitários que usaram AI para estudar tiveram um desempenho significativamente inferior em testes surpresa do que aqueles que leram e estudaram de forma tradicional.
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No Reino Unido, o uso sistemático de AI para tarefas cognitivas apresentou uma associação direta com o declínio na capacidade de pensamento crítico dos participantes.
Então, estamos diante de um novo analfabetismo funcional?
O que o artigo descreve não é o analfabetismo tradicional, as pessoas ainda decodificam palavras nas telas, mas sim a perda da capacidade de pensar criticamente sobre o que está escrito. Estamos nos tornando “pós-alfabetizados”.
Como aponta o filósofo Kwame Anthony Appiah, se abrirmos mão do esforço analítico da leitura e da escrita, tornaremos-nos seres humanos cognitivamente diferentes.
A leitura profunda deixou de ser um hábito comum para se tornar um superpoder de nicho. Conseguir focar, analisar e tirar as próprias conclusões de um texto original, sem a mediação de resumos ou algoritmos de AI, é o verdadeiro diferencial intelectual da nossa época.
APRESENTADO POR D4U IMMIGRATION
Enquanto muitos brasileiros concentram seus esforços nas categorias mais conhecidas, existe um visto que te permite morar nos EUA com índice de aprovação superior a 90% — e ele é praticamente desconhecido.
O O-1 é destinado a profissionais de destaque de todas as áreas e pode ser o caminho que você precisa para sair do Brasil sem precisar esperar anos.
COPA DO MUNDO
(Imagem: Reprodução | Internet)
O ano era 2007, e um garoto de 19 anos, vindo de Rosario, na Argentina, dava os seus primeiros passos como jogador do Barcelona.
Aos poucos, ele se tornava um astro em ascensão e garoto propaganda do clube. Não passava pela cabeça de ninguém que ele se tornaria um dos melhores jogadores do mundo.
Nesse mesmo ano, em uma cidade a 40 minutos de Barcelona, uma família se inscrevia em um sorteio para participar de um calendário beneficente de um jornal, uma parceria entre Barcelona e a UNICEF — o Fundo das Nações Unidas para a Infância.
A família do bebê Lamine Yamal, filho de uma mãe nascida na Guiné Equatorial e de um pai do Marrocos, vencia o sorteio e recebia a chance de tirar uma foto com Lionel Messi.
O resto é história. A imagem voltou a estourar nas redes sociais depois que o jovem espanhol bateu recordes de precocidade no Barcelona e na seleção espanhola, sendo cotado como um dos principais nomes do futebol mundial ainda na adolescência.
Há quem diga que a ocasião foi uma profecia, uma passagem de bastão de um Messi, que se tornou ídolo da equipe da Catalunha, para um jovem que caminha para ser o próximo.
Agora, os dois entraram em campo desafiando as leis do tempo e do próprio destino. A partir das 16h, Argentina e Espanha protagonizam um duelo hispânico.
(Imagem: Reprodução | SCC10)
🇦🇷 De um lado, uma argentina comandada pelo homem que conquistou tudo, indo até o último segundo da sua carreira para buscar mais uma glória eterna.
🇪🇸 Do outro, o aprendiz. Um menino que até ontem estava no colo de um gênio e carrega as esperanças de uma nação inteira.
Zoom out: As seleções se enfrentaram 14 vezes na história, com um equilíbrio perfeito: são 6 vitórias para cada lado e 2 empates. A Espanha marcou 19 gols, enquanto os argentinos balançaram as redes 18 vezes.
MANCHETES
(Imagem: EFE | André Borges)
⚽ Bronze inglês em jogaço. Em um verdadeiro festival de gols, a Inglaterra venceu a França por 6 a 4 e garantindo o 3° lugar na Copa do Mundo. Bukayo Saka foi o grande nome do pódio com um hat-trick, enquanto Bellingham e Rice fecharam a conta. Do lado francês, Kylian Mbappé marcou duas vezes, assumindo a liderança isolada da artilharia do Mundial com 10 gols.
FROM OUR FEED
A Odisseia, de Christopher Nolan, chegou aos cinemas na última semana, já cotado como um dos filmes mais aguardados do ano. Em meio a um elenco de estrelas, o filme gerou certa polêmica na internet envolvendo a técnica utilizada nas filmagens. Contamos tudo neste vídeo:
APRESENTADO POR NESCAFÉ PRO-ENERGY
PERGUNTA DO TIME
Associação, coligação, consórcio e cooperativa. O que essas palavras têm em comum?
A resposta está no TEIA, o jogo do app do the news que coloca seu raciocínio para trabalhar.
TO VISIT
(Imagem: Vicent Solar | Persona Comunicação)
Julho costuma ser aquela época em que todo mundo procura um programa diferente para fazer — principalmente se houver crianças de férias em casa.
Mas esta dica vai além de um passeio para entreter os pequenos. A nova exposição do Museu de Arte Brasileira da FAAP também faz qualquer adulto sair com um novo olhar sobre a cultura do nosso país.
🇧🇷 Reunindo mais de 150 obras de artistas de diferentes regiões do país, Arte da Nossa Gente propõe uma viagem pela diversidade brasileira por meio da paisagem.
Pinturas, esculturas, gravuras, bordados e cerâmicas revelam diferentes formas de construir, habitar, imaginar e transformar o território ao longo das décadas.
TO WATCH & TO READ
![]() Um corredor de metrô se transforma em um labirinto infinito nessa adaptação cinematógrafica do videogame The Exit 8. A trama acompanha um homem preso em uma estação, cujo único objetivo é encontrar a Saída 8. Para escapar, ele precisa seguir regras rígidas de observação: se notar qualquer anomalia ou detalhe fora do comum ao longo do caminho, deve dar meia-volta imediatamente; se tudo parecer normal, deve seguir em frente. |
![]() Compreender como o universo surgiu, do que a matéria é feita não precisa ser cheio de fórmulas incompreensíveis. Neste livro, o autor Bill Bryson assume a missão de explicar a história da humanidade e da ciência, desde o Big Bang até a ascensão do homem moderno. Em vez de focar apenas em teorias abstratas, a obra brilha ao contar os bastidores mais bizarros das grandes descobertas e as excentricidades dos cientistas. PS: O livro já foi indicado por nada mais nada menos que Warren Buffet. |
RODAPÉ
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