Bom dia! Daqui exatas 2 semanas, o brasileiro estará indo as urnas para o primeiro turno das eleições presidenciais. Em clima de reta final, fizemos, nessa edição, uma mapeamento de onde o olhar de cada campanha pode estar mirado nos próximos dias.

Além disso, contamos a estratégia de marketing por trás do lançamento do GTA VI, as manchetes do dia e as dicas de hoje.

Boa leitura e bom domingo!

ESPECIAL ELEIÇÕES 2026

(Imagem: JOTA | Ca Aulucci)

A exatas duas semanas do primeiro turno, as pesquisas indicam um empate técnico no topo da disputa, com Lula registrando 39% e Flávio Bolsonaro com 35% — um cenário que se repete ainda mais acirrado na simulação de segundo turno.

Em meio aos desdobramentos da recente crise no STF e às discussões políticas em Brasília, a chave do Planalto não está no eleitor já decidido, mas na vitória sobre 5 fatias estratégicas do eleitorado que ainda estão em jogo nesta reta final:

  • “Nem-Nem”: Entre 10% e 30% dos brasileiros não se dizem nem de esquerda, nem de direita. São eles que deram gás momentâneo a outros candidatos, mas costumam definir o voto só nos 45 do segundo tempo.

  • Evangélicos: Flávio lidera no segmento, com cerca de 50%, mas o grupo mostrou desgaste após o caso envolvendo o filme do Dark Horse. O PT tenta aproveitar a brecha para se aproximar e reduzir a rejeição.

  • Mulheres: Representam 52,8% do eleitorado e são o grande ponto de Lula, onde ele lidera com até 48% das intenções. A missão da campanha de Flávio tende, até o dia da votação, mirar bastante nesse grupo

  • 60+: Lula domina essa faixa — com mais de 50% dos votos em algumas pesquisas. O grande desafio da campanha é fazer esse público ir às urnas, já que para maiores de 70 o voto é opcional.

  • Sudeste: Região concentra 42% do eleitorado e está com levantamentos divergentes: enquanto institutos como Quaest e Datafolha mostram Flávio na frente na região, outros apontam vantagem para Lula. Foco maior em Minas Gerais: historicamente, quem vence no estado leva a presidência.

Faltando 14 dias para a votação, pequenas movimentações nesses nichos podem definir o rumo da eleição.

BIG STORY

Talvez você esteja entre as pessoas que contam os dias para o dia 19 de novembro. Ou talvez, nunca tenha encostado num controle de videogame na vida, mas sabe tudo sobre o lançamento mais aguardado do ano ou topou com o trailer sem procurar por ele.

Se você se encaixa na segunda opção, saiba que não é à toa, a Rockstar Games queria exatamente isso.

O motivo é bem simples: o jogo ficou caro demais, demorou tempo demais, e sozinho, o público gamer não vai conseguir pagar essa conta. Para isso, a produtora precisou ser ousada e começar a correr atrás de um público que antes não estava tão envolvido, mas agora está.

Como que o GTA chegou até aqui?

(Imagem: Reprodução | Internet)

O primeiro Grand Theft Auto foi lançado lá em 1997, apenas para computadores. Era um jogo visto de cima, gráfico simples, sem nada do que hoje associamos à franquia — mas já trazia a ideia central que sustenta a série até hoje: um mundo aberto onde o jogador decide o que fazer, e o crime é o caminho mais rápido para andar por ele.

A virada veio em 2001, com GTA III, quando a Rockstar levou a série para 3D. Vice City, em 2002, e San Andreas, em 2004, consolidaram a franquia como fenômeno cultural. Depois veio GTA IV e GTA V, em 2013.

De lá pra cá, a Rockstar não lançou nenhum título principal da franquia. Passou treze anos apenas alimentando o GTA Online, o modo multijogador de GTA V, enquanto GTA VI ia sendo construído em segredo. A confirmação oficial do jogo só veio em fevereiro de 2022, e o primeiro trailer, em dezembro de 2023, prometia um lançamento para o fim de 2025 — o que não aconteceu.

A data foi empurrada primeiro para maio de 2026 e depois para 19 de novembro de 2026, quase 18 meses de atraso em relação ao plano original, que a Rockstar justificou como tempo extra “para entregar o nível de acabamento que vocês esperam”.

Esse atraso tem um preço, e é esse preço que explica a escala da campanha que você provavelmente já cruzou sem perceber.

Vamos aos pontos

É aqui que a conta deixa de fazer sentido só dentro do universo gamer. Não existe base de jogadores fãs suficiente para sustentar esse número, e por isso o jogo precisa sair do nicho e virar, de fato, assunto de cultura geral — o que nos leva à sequência de movimentos que a Rockstar vem fazendo nas últimas semanas.

Em agosto, os personagens Jason e Lucia estamparam a capa da edição “New Idols” da Dazed, revista de moda e cultura e não veículo de games, na primeira aparição impressa dos protagonistas no mundo.

Mais recentemente, o Spotify passou a exibir artes do jogo em outdoors em cidades como Los Angeles, Nova York e Miami.

  • Uma ação que está diretamente ligada à música do jogo. Já que, artistas como Travis Scott, Future, Metro Boomin, Morgan Wallen, Keith Richards, Rauw Alejandro e PinkPantheress, são alguns dos nomes presentes no álbum da trilha sonora.

O que une esses quatro movimentos é que cada um fala com um público diferente e, na maioria das vezes, alheio ao outro: quem assina Netflix, quem lê Dazed, quem ouve Travis Scott, quem ouve Morgan Wallen e quem ainda ouve os Rolling Stones formam grupos que quase não se sobrepõem entre si, e a marca no centro de todos eles é a mesma.

O CEO da Take-Two resumiu bem essa estratégia, prometendo “uma campanha que reflete onde estão os públicos e a atenção hoje”.

Investidores chegaram a questionar se, dado o tamanho da marca, gastar em marketing ainda era necessário. A resposta de Zelnick foi direta: “claro que precisamos fazer marketing”. Ter reconhecimento de marca não é o mesmo que ter uma campanha otimizada para receita.

Depois de certo tamanho, uma marca deixa de crescer falando cada vez mais alto com quem já gosta dela e passa a crescer ocupando espaços adjacentes — moda, streaming, música country, rock clássico — sem que o gamer médio nem perceba que está diante de uma peça de campanha.

MANCHETES DO DIA

(Imagem: Luiz Candido | CBT)

Atropelo no saibro. O Brasil venceu a Suíça por 3 a 0 no Rio de Janeiro e garantiu vaga nos qualifiers da Copa Davis de 2027. A classificação veio após vitórias acirradas de João Fonseca e Gustavo Heide em simples, seguidas pelo triunfo de Rafael Matos e Orlando Luz nas duplas.

Mais um ponto da crise. Vazou uma foto encontrada pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro mostrando o procurador-geral da República, Paulo Gonet, fumando charuto ao lado do empresário em Londres. Mensagens periciadas no aparelho indicam que Vorcaro bancou despesas da viagem. A revelação amplia a pressão sobre o PGR no Supremo.

Alerta da Abin. Um relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência enviado ao Palácio do Planalto e ao TSE classificou como “crítico” o risco de interferência dos EUA nas eleições. O documento aponta que a gestão de Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio intensificaram pressões políticas e sanções na região para conter avanços da China e impulsionar candidaturas alinhadas a Washington.

APRESENTADO POR INSIDER

Com certeza você tem aquela roupa que te cai bem, e aquela que não tanto assim. Pois bem… esse “caimento” é chamado de drape na indústria têxtil. Nos anos 60, o pesquisador William Cusick criou um teste que mede o peso da sombra que o tecido projeta ao cair, gerando um número: o coeficiente de drapeado.

Quanto maior esse coeficiente, mais rígido é o tecido; quanto menor, mais o tecido “obedece” ao corpo. Veja algumas peças que obedecem perfeitamente esse coeficiente:

APRESENTADO POR ELEVENLABS

Aposto que você revirou o olho daí só de pensar…🙄 Ninguém aguenta mais ligar, ser atendido por uma voz robótica, lenta e que mal entende o que dizemos — que dirá resolver um problema.

A ElevenLabs tem uma solução para a sua empresa mudar isso: agentes de voz por IA que entendem o cliente e usam vozes naturais para conduzir uma conversa que se aproxima da fala humana, resolvendo até 90% das demandas logo no primeiro contato

TO GO

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APRESENTADO POR LITTLE BEAN

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TO WATCH & TO READ

O colapso iminente do mercado financeiro global desencadeado dentro das quatro paredes de um gigante banco de investimento em Wall Street. Ambientado nas 24 horas que antecederam a crise econômica de 2008, o filme acompanha um analista que descobre uma falha catastrófica no modelo de risco da empresa — uma fórmula matemática que ameaça levar a instituição e todo o sistema à falência. A partir dessa descoberta, executivos do alto escalão, se reúnem em uma corrida contra o tempo

Quando um relacionamento longo e confortável chega ao fim sem grandes escândalos, o que sobra é a dor silenciosa de ter que recalibrar toda a vida adulta. Nesse livro, acompanhamos Andy, um comediante de trinta e poucos anos que se vê completamente perdido após o término repentino com a namorada de longa data. Sem um lugar fixo para morar e tentando entender onde foi que errou, ele embarca em uma jornada dolorosa, tragi-cômica e profundamente honesta sobre a vulnerabilidade e fim de ciclos.

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Postagem original The News