
Bom dia! Nessa mesma semana em 1958, a Seleção Brasileira vencia a primeira de suas cinco Copas do Mundo. Décadas depois, o clima de Copa continua ditando o ritmo do nosso domingo, mas agora com o início da fase de mata-mata e uma nova polêmica de bastidores: as pausas para hidratação que estão irritando a torcida, mas virando quase um Super Bowl para os comerciais.
E mais… Um papo exclusivo com a brasileira de 29 anos que se tornou a mais jovem bilionária self-made do mundo.
Aproveite a sua leitura. Vamos para mais uma Sunday’s.
BIG STORY
De primeira, talvez você responderia não. Ou até questionaria o porquê um restaurante está fugindo do seu produto principal e vendendo peças de roupa.
Mas esse fenômeno das merchans de restaurantes, bares, supermercados e lojas que não sejam do ramo de vestuário, está se tornando cada vez mais comum.
Durante anos, o marketing seguia um caminho simples. Você vende comida aí, eu vendo roupa aqui e cada um no quadrado. Ousar misturar os dois, existia um risco de ser mal interpretado ou estar deslocado.
Só que um público específico mudou as regras do jogo. A Geração Z — que já representa 25% da população mundial e deve movimentar US$ 12 trilhões em poder de compra até 2030 — transformou o branding em uma necessidade complementar dos negócios, e um estilo de vida.
O caso mais didático disso nasceu por acidente e você já deve ter visto por aí
Em fevereiro de 2024, a rede de supermercados americana Trader Joe’s lançou uma versão mini das suas sacolas de lona por menos de US$ 3.

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Bastou que 2, 3, 4 pessoas passassem a usar as sacolas e compartilhassem nas redes como um item ‘’aesthetic’’ que, em poucas semanas, elas esgotaram.
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No eBay, o preço de revenda explodiu, com lances chegando a milhares de dólares. Hoje, inclusive, turistas coreanos e japoneses visitam os EUA com a missão de comprar o item, transformando em um símbolo de status internacional.
É quase como um sinal para mostrar que tem acesso a uma cultura específica. Eu estive lá, eu frequento esse lugar.
👕 O Bell’s, um bistrô francês com estrela Michelin no interior do estado, lançou um moletom, que esgotou instantaneamente, virou raridade e os clientes imploram por reposição até hoje.
👕 No Max & Helen’s, um restaurante badalado de Los Angeles, a equipe vende cerca de 100 itens de vestuário por semana — até a atriz Jane Fonda já foi vista desfilando com o boné deles por aí.
O movimento migrou de simples uniformes de funcionários para peças lifestyle, feitas para usar no fim de semana ou numa saída ao shopping.
Um bom exemplo disso aqui no Brasil 🇧🇷? A CazéTV
Durante a cobertura da Copa do Mundo e de grandes eventos esportivos, o canal passou a comercializar suas próprias camisetas. A mecânica é exatamente a mesma.

Quem compra e usa a camiseta da Cazé quer sinalizar pertencimento a essa comunidade que compartilha o mesmo humor, os mesmos memes e o mesmo gosto por futebol.
Ao vestir a camiseta de um canal de streaming, a sacola de um mercado ou o boné de um bistrô, o consumidor ativa três gatilhos simultâneos:
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Sinal de gosto: Você mostra ao mundo suas referências de nicho.
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Comunidade: Você instantaneamente faz parte de um “clube” de iniciados.
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Proximidade: Vestir a marca gera a sensação de estar mais perto das pessoas que trabalham por trás dela, humanizando a empresa.
O produto deixou de ser apenas um objeto de consumo e virou um crachá de identidade social.
No fim das contas, a camiseta com o logo gigante de uma grife tradicional perdeu espaço para o moletom daquela cafeteria hypada ou do seu criador de conteúdo favorito. O topo do guarda-roupa agora pertence a quem consegue gerar conexão real.
É como você usando o moletom do the news…risos.
COPA DO MUNDO
(Imagem: REUTERS | Dylan Martinez)
Hoje começa oficialmente a fase dos 16avos de final na Copa do Mundo. Para você que está perdido, como nessa edição há muito mais times jogando, a fase de grupos mudou e uma rodada extra de mata-mata precisou ser criada antes das oitavas de final.
Como funciona o formato? A engrenagem da disputa foi desenhada da seguinte forma:
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Quem se classifica: Os 2 primeiros colocados de cada um dos 12 grupos (totalizando 24 seleções).
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Juntando os 24 classificados diretos com os 8 melhores terceiros, temos exatamente 32 seleções. Elas se enfrentam em jogos únicos eliminatórios (16 partidas). Os 16 vencedores avançam, aí sim, para as tradicionais oitavas de final.
O jogo que abre essa rodada é Canadá x África do Sul, a partir das 16h. Amanhã, é a vez da nossa Seleção que pega o Japão, as 14h.
APRESENTADO POR WELLHUB
No mundo do trabalho, isso já é considerado um relacionamento sério. Mas, brincadeiras à parte, o que será que os fez escolher continuar no the news por tanto tempo?
Segundo o ROI do Bem-Estar 2026, desenvolvido pelo Wellhub, 88% das empresas dizem que reter os melhores talentos é prioridade para 2026 — ainda mais com a IA aumentando a disputa por profissionais de alta performance.
MANCHETES
(Imagem: Federico Parra | AFP)
⚖️ Penduricalhos liberados. O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para liberar o pagamento de adicionais e gratificações — os famosos penduricalhos — recebidos por juízes e membros do Ministério Público antes de regras que restringiam esses bônus. A decisão garante que os valores antigos não entrem no cálculo do teto constitucional do funcionalismo público.
TECNOLOGIA
Luana Lopes Lara virou um dos nomes mais comentados nas redes sociais nos últimos tempos. Não é à toa: sua empresa, a plataforma de mercado de previsões Kalshi, atingiu a casa dos bilhões e virou referência nos EUA e, agora, também no Brasil.
Graças a esse sucesso, a brasileira de Belo Horizonte, hoje com 29 anos, garantiu o título de mais jovem bilionária self-made (não herdeira) do mundo.
Nossa equipe foi conversar com a Luana em um papo sobre vida, negócios e futuro. Confira no vídeo abaixo:
TRENDING
(Imagem: Lynne Sladky | AP)
Tem algo acontecendo na Copa que está tirando alguns torcedores do sério, e não tem nada a ver com cartões vermelhos ou a ‘’famosa cera’’ dos jogadores. E sim, as duas pausas para hidratação que acontecem durante as partidas.
A FIFA tornou as hydration breaks obrigatórias nessa edição do torneio devido ao aumento das temperaturas globais. Para a torcida, as interrupções quebram o ritmo do jogo e esfriam os times que estão melhores ofensivamente.
Mas foi nesse espaço curto de 3 minutos que o mercado publicitário viu a oportunidade perfeita para brilhar.
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Ela pagou entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões pelos direitos de transmissão de todo o torneio e, só os comerciais exibidos durante as pausas de hidratação*,* vão render à emissora entre US$ 250 milhões e US$ 600 milhões.
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Basicamente, marcas como Nike, Adidas e Coca-Cola vão pagar a conta inteira do torneio para a Fox apenas nesses minutinhos de intervalo.
Apesar da insatisfação geral, essas pausas devem permanecer nas próximas Copas do Mundo, de acordo com o presidente da FIFA, Gianni Infantino.
DICA DO TIME
Mas pode aprender direto com elas.
👨🏻🍳 De vendedor de molhos de porta em porta a chef com milhões de seguidores.
📱 De amigos de infância em São Gonçalo a nomes fortes da creator economy.
🎸 De CEO da Osklen aos 28 anos a líder da Rock World.
Todo mundo começa em algum lugar. Mas nem todo mundo consegue se destacar ao ponto de virar referência.
No seis&seis, Cheff Otto, Tet Trem & Hugo Grillo, Luis Justo e outros 30 palestrantes vão contar, ao vivo, o que ainda nos torna únicos.
TO TRAVEL

Quando recebemos mensagens pedindo indicações de lugares para conhecer ao redor do Brasil, sempre há o risco de não abrangermos todas as pluralidades que o país tem para entregar. Mas nessa curadoria de viagens, separamos alguns dos destinos que podem encantar você do outro lado da tela.
Aqui vai alguns spoilers: Morretes, Paraná; Mangue Seco, Bahia…
TO WATCH & TO READ
![]() O jogo de poder, ambição e vaidade nos bastidores da televisão britânica dos anos 1980 dita o ritmo dessa produção. A série foca na rivalidade feroz entre um ex-atleta olímpico que virou político e o implacável chefe de uma emissora de TV independente, enquanto ambos disputam o controle do mercado de mídia. |
Todo mundo diz que coloca o cliente no centro. João Branco, a voz mais ouvida do marketing brasileiro, resolveu testar se isso é verdade. O Cliente Percebe parte de uma premissa simples e devastadora: o consumidor enxerga tudo que a sua marca finge que faz. E a pergunta que fica é mais incômoda do que qualquer métrica: se a sua empresa deixasse de existir amanhã, alguém sentiria falta? |
RODAPÉ
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