Bom dia! A praticamente um mês do 1º turno das eleições, usamos o espaço da edição de domingo para reunir os últimos acontecimentos: o término das sabatinas com Augusto Cury, o papel da AI nas eleições e o início da propaganda eleitoral para candidatos.

Também trazemos dicas para o resto do seu final de semana e, hoje, um editorial sobre o retrato do Brasil.

Bom domingo e boa leitura.

ESPECIAL ELEIÇÕES 2026

(Imagem: O Globo | Reprodução)

Na noite de ontem, o candidato Augusto Cury foi o último presidenciável a ser sabatinado pelo Jornal Nacional. A série entrevistou os seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais.

Durante sua sabatina, Cury prometeu cortar cerca de 10 ministérios, além de taxar as empresas de bets em até 52% — mais do que os atuais 12% — para reduzir a dívida pública.

O candidato também prometeu que criaria uma Secretaria da Inteligência Artificial, e ainda falou sobre a proposta de treinar embaixadores para serem influenciadores digitais nas embaixadas brasileiras. Confira ponto a ponto de sua sabatina.

BIG STORY

Na noite do dia 12 de maio, o ministro Nunes Marques tomou posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

(Imagem: Luiz Marques | TSE)

Não seria a última vez que veríamos o presidente do TSE falando sobre a inteligência artificial. Na verdade, o assunto seria e está sendo um dos fios condutores do período eleitoral.

Oito dias para frente desse 12 de maio, Nunes Marques voltou ao tema dizendo que a AI “não é apenas uma ferramenta de automação”, mas uma infraestrutura capaz de mapear comportamento, segmentar público e produzir mensagens em escala industrial.

Dali em diante, o TSE passou a tratar a AI como uma prioridade. Em junho, criaram uma comissão permanente para definir como a própria Justiça Eleitoral usaria AI internamente.

Agora, a praticamente um mês do primeiro turno, criou um conselho consultivo — especialistas de fora do tribunal, de tecnologia a imprensa, para ajudar a Corte a identificar riscos como uso indevido de AI e desinformação.

Mas há um ponto cego no plano da Justiça Eleitoral

O TSE criou regras rígidas para o ambiente digital — de rótulos obrigatórios à proibição de deepfakes. O desafio, porém, é a própria dinâmica da AI: a fiscalização funciona muito bem para o que é publicado abertamente nas redes, mas esbarra no invisível quando a conversa acontece em um chat privado entre o eleitor e o robô.

(Imagem: Rubens Cavallari | FolhaPress)

Quando esse eleitor troca a busca do Google por uma pergunta ao chatbot — “Qual candidato é melhor para a economia?” —, a política deixa de ser um debate coletivo e vira uma conversa estritamente privada.

É aqui que a fiscalização esbarra no impossível. Como o TSE vai auditá-lo se a resposta é gerada em tempo real, exclusivamente para a tela de um único usuário?

O fenômeno do espelho ideológico

Para agradar o interlocutor, ferramentas como ChatGPT, Grok e Gemini agiram como camaleões: adaptaram o tom e o enquadramento dos fatos de acordo com a ideologia do perfil.

  • O Grok, por exemplo, recomendou votos opostos dependendo de quem perguntava — indo contra a regra direta do TSE que proíbe AIs de ranquear ou favorecer candidatos.

A isso somam-se os erros factuais básicos: a Meta AI errou 24% das respostas, chegando a negar condenações de figuras políticas, o ChatGPT inventou candidaturas inexistentes e o Gemini forneceu dados de contato desatualizados da própria Justiça Eleitoral.

(Imagem: Luiz Roberto | TSE)

O que fica claro é que o maior risco da AI na eleição não é apenas a capacidade de criar um deepfake convincente ou inventar um fato.

Se dois eleitores perguntam ao mesmo sistema sobre o mesmo país e recebem “fatos sob medida” para confirmar suas próprias crenças, a tecnologia deixa de ser uma fonte de informação e passa a fabricar bolhas de realidade paralela em escala individual.

No fim das contas, o desafio do TSE nas eleições é entender como preservar a credibilidade numa era onde o algoritmo é quem dá a palavra final.

APRESENTADO POR HONDA

Foi na mesma pista onde Ayrton Senna correu que o novo Honda Prelude 2026 fez sua estreia no Brasil. O modelo chegou trazendo uma combinação que promete chamar atenção: design cupê esportivo sofisticado, tecnologia híbrida e uma experiência de direção surpreendente.

MANCHETES DO DIA

Estreia no rádio e na TV. Os candidatos à Presidência iniciaram a exibição dos programas do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. A primeira rodada foi marcada pela apresentação das trajetórias e pelos acenos aos eleitores indecisos: iniciaram Lula, Flávio, Ronaldo Caiado e Augusto Cury.

Planejamento do governo. O Ministério do Planejamento confirmou que o governo federal prevê um aporte de R$ 6 bilhões para os Correios no Orçamento de 2027. A medida visa recompor o caixa e reestruturar as operações da estatal, que tem enfrentado forte pressão financeira e já havia tomado empréstimos no valor de R$ 12 bilhões.

EDITORIAL

Recentemente, o influenciador Lito foi diagnosticado com a Doença Creutzfeldt-Jakob. É uma condição neurológica rara, degenerativa e sem tratamento — o tipo de diagnóstico que normalmente aparece em livro de medicina.

Desde então, o Brasil parou para ajudar a família a encontrar um meio que possa salvá-lo. Comentários e mensagens lotaram as redes do Broad Institute, em Cambridge, ligado a Harvard e ao MIT, pedindo que Lito fosse incluído num tratamento experimental para doenças, que sequer começou a ser testado em humanos.

Não existiu lado, nem embate. Todos pararam para ajudar Lito de alguma forma. Todo o país unido, pedindo pela mesma coisa. Todo o país unido, pedindo pela mesma coisa. É estranho, se você parar pra pensar. Todos unidos? Há quanto tempo não vemos isso?

Mas repare: mais estranho ainda é acharmos isso estranho…

Esse é o mesmo país em que famílias param de se falar porque parte prefere um candidato e parte prefere outro. É o país que está dividido, polarizado, e parece, inconscientemente, até gostar disso.

Mas basta uma tragédia para o brasileiro lembrar que sabe se juntar. Foi assim com Ayrton Senna, em 1994. Com Paulo Gustavo e com Marília Mendonça, em 2021.

Nenhum desses nomes tinha “posição”. Nenhum pedia para alguém escolher lado. E talvez seja exatamente aí que mora a resposta: o brasileiro só se une quando não precisa escolher — quando a dor não tem partido, time ou voto.

Nem a Copa do Mundo mais, que sempre foi um símbolo do Brasil unido, tem conseguido essa proeza. Tem quem não vista a camisa, tem que não sinta mais conexão e tem até aqueles que torcem contra.

Já o luto, esse ainda é território neutro. Ninguém usa a doença do Lito pra fazer piada de lá e cá. Ninguém questiona se ele “merece” a comoção — ufa, ainda bem. A verdade é que a tragédia virou o último espaço público que todos ainda cabem.

Será mesmo que só a tristeza pode nos unir? Por que o brasileiro só descobre que faz parte do mesmo time quando alguém está prestes a perder o jogo da vida?

TRENDING

Foram 136 dias no mar a bordo do barco Sater, partindo de Lüderitz, na Namíbia, e desembarcando em Salvador.

O grande momento da jornada aconteceu no píer da Bahia Marina, onde o próprio Amyr Klink aguardava Raphael para dar as boas-vindas ao homem que refez sua rota.

(Imagem: Instagram | @amyrklink)

Ao pisar em terra firme, Garcia brincou com Klink sobre a dureza do desafio: “É pegado, hein?! Eu me perguntava ‘por que ele não fez mais viagens dessas?’. Agora já sei a resposta”.

Inspirado pelo clássico livro Cem Dias Entre Céu e Mar, de 1985, Raphael construiu o próprio barco na Nova Zelândia, onde vive, e planejou a travessia em segredo, longe das redes sociais. O próprio Amyr acompanhou toda a viagem via rastreamento por satélite, elogiando o perfil discreto e a competência do jovem navegador.

Curiosidade: A travessia original de Klink, inclusive, vai chegar às telinhas em breve, com o filme 100 dias. Veja o trailer.

TO CLICK

APRESENTADO POR MAGALU

Tem compra que você ia fazer de qualquer jeito. Então por que não pagar R$50 a menos? No WhatsApp da Lu, você ganha R$50 OFF nas compras acima de R$150.

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TO WATCH & TO READ

Uma promessa gravada em rolos de áudio durante a Primeira Guerra Mundial desencadeia uma jornada profunda sobre memória, arte e o peso do tempo. Estrelado por Paul Mescal e Josh O’Connor, o drama acompanha dois jovens mestres em música na América do início do século XX que se dedicam a registrar e preservar as vozes, canções e relatos folclóricos de seus compatriotas em um país prestes a se transformar para sempre. Conforme cruzam o interior americano com seus equipamentos pesados, a profunda conexão que nasce entre eles passa a guiar seus destinos de formas que nenhum dos dois previa.

Uma separação repentina no início da pandemia transforma uma vida aparentemente perfeita em um quebra-cabeça doloroso sobre a natureza das relações. Neste livro de memórias, Belle Burden relata o momento em que seu marido há duas décadas anunciou que estava indo embora, sem aviso ou explicação, transformando-se de um parceiro dedicado em um completo estranho do dia para a noite. A partir desse baque, a autora revisita o passado em busca de pistas, confrontando padrões familiares e as expectativas impostas às mulheres para se redescobrir e erguer uma versão mais forte e corajosa de si mesma.

RECADO DO TIME

Domingão, acordar tarde, almoçar algo gostoso, assistir a uma série antes da semana começar… o famoso dominGOOD.

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RODAPÉ

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bom domingo e até amanhã!

Postagem original The News